Educação Integral

A Escola em Tempo Integral tem sido considerada, em nossa sociedade, importante meio para uma educação de qualidade. Esta qualidade seria consequência da maior permanência das crianças e jovens na escola, bem como de um conhecimento que possibilitasse uma educação integral com a apropriação dos territórios e saberes da comunidade que envolvem a escola.


Obviamente, uma educação integral traz importantes implicações ao campo do currículo, compreendido este como o “‘que-fazer’ na educação” (SAUL, 2008). O conceito de currículo inserido nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino


Fundamental nos desafia a articular vivências e saberes dos alunos com os conhecimentos historicamente acumulados, permeados pelas relações sociais (MEC, 2010), sendo perfeitamente consoante com uma Educação Integral. No entanto, o conhecimento especializado que a escola leva para a sala de aula menospreza o potencial crítico-transformador do diálogo entre os saberes e, até mesmo, a curiosidade dos sujeitos da escola. Isso posto, uma proposta curricular, com base na pedagogia de


Freire, tem importante colaboração para uma educação integral que proporcione o enfrentamento desta nova configuração do tempo-território escolar. O que pretendemos, neste artigo, é apresentar o potencial que a teoria freireana tem para o desenvolvimento de uma escola em tempo integral estabelecida sobre o paradigma de uma educação integral que possibilite a articulação entre os saberes, de forma crítica e dialógica. A metodologia

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