TECNOLOGIA E O FATOR HUMANO

Não faz muito tempo fui até uma cupcakeria gourmet que está fazendo sucesso na cidade em São Paulo. Chamamos o Uber, combinamos com alguns amigos por um aplicativo de mensagens, eles calcularam o tempo pelo mapa online e chegamos praticamente ao mesmo tempo.

Me lembro de pensar que, apesar de não termos carros voadores e armas de raio laser, estamos no futuro. Somos, para usar uma frase que ouvi esses dias, o sonho mais louco dos nossos antepassados. Somos os homens do futuro.

Guerras e violência nunca mataram tão pouco, é o que dizem as estatísticas. A fome, outrora uma grande mazela mundial, está praticamente controlada. As pragas não são mais tão comuns, nem mesmo tão mortíferas.

Temos em nossa mão um computador com capacidade maior do que os processadores que levaram o homem até a lua. A previsão é que em 2020 poderemos comprar, com mil dólares, um poder computacional equivalente a um cérebro humano. Em 2050, esta mesma previsão diz que mil dólares comprarão poder computacional equivalente a todos os cérebros humanos juntos.

Pelo menos por enquanto, continuamos melhores naquilo que sempre fomos melhores: criar. Por mais sofisticados que os robôs sejam para solucionar problemas, automatizar processos ou ganharem jogos de xadrez, dificilmente viveremos para ver um robô criando outro robô sem ajuda humana. Somos, portanto, humanos naquilo que nos diferencia: criatividade.

Prova disso é a cupcakeria gourmet que conheci com meus amigos. E também aquele novo restaurante que você adora. E aquela marca de roupas fabulosa do bairro mais moderno da sua cidade. Estas são todas sofisticações do dia a dia que só foram possíveis porque a automatização do trabalho nos deram este luxo. A maioria das pessoas não precisa mais se preocupar com o básico – onde morar, o que comer, como se proteger dos perigos – e, assim, pode criar algumas sofisticações. Pode parecer fútil mas acredite: isso faz bem para todos nós.


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